Esta semana, o tema SMS esteve na mídia por, supostamente, estar se completando 20 anos desde o envio da primeira mensagem de texto pelo celular. No entanto, segundo o Wikipédia, o primeiro SMS foi enviado a 3 de dezembro de 1993. Independente da data correta, o aniversário (que sem dúvida acontece este ano) é uma boa desculpa para repassar a historia do SMS, analisar seu momento atual e analisar o que está por vir.
Definido como talvez o negócio (legal) mais rentável da telefonia móvel, a base do SMS foi usar o sistema de sinalização e controle de tráfego das redes telefônicas para enviar mensagens quando não havia tráfego de voz. Em outras palavras, se tratava de utilizar recursos ociosos para entregar estas mensagens a um custo mínimo. É claro que o crescimento do uso do SMS exigiu investimentos adicionais, mais sempre se tratou de um serviço de alta rentabilidade.
O mercado mundial de nanotecnologia (a ciência das micropartículas) deverá movimentar US$ 3,1 trilhões anuais a partir de 2015. Infelizmente, o Brasil irá beneficiar-se de modo tênue desse avanço, pois não integra o grupo dos 35 países líderes no segmento. Nem mesmo no contexto dos BRIC estamos bem posicionados. No grupo, somos os últimos em P&D e investimentos na área, atrás da Rússia, China e Índia. Precisamos recuperar o tempo perdido.
No ano em que completa 95 anos no Brasil, a IBM amplia atuação regional. Este ano a empresa anuncia três novas regiões-foco, ampliando para 38 o número de praças cobertas. Elas são: Maringá (PR), Macaé (RJ) e toda a região do Vale do Paraíba, que compreende o interior de São Paulo e algumas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Segundo comunicado da IBM, a estratégia de expansão vai ao encontro do cenário promissor do mercado de tecnologia da informação no Brasil. Segundo a IDC, esse mercado deve registrar crescimento em torno de 10% em 2012. As previsões do Gartner apontam que as companhias da América Latina vão investir 384 bilhões de dólares em TI neste ano, sendo que o Brasil responderá por mais de 40% dos negócios.
A 4G Americas anuncia que a região da América do Norte continua dominando o mercado de LTE. Até março de 2012, a região registra 10,8 milhões de assinaturas em LTE, mais de dois terços da base de assinantes global, segundo dados preliminares da Informa Telecoms & Media. No primeiro trimestre de 2012, os Estados Unidos contabilizaram cerca de 10,5 milhões de conexões LTE e o Canadá 300 mil. A América Latina possui 80 implementações comerciais de redes HSPA
São três os principais fatores que causam a atual epidemia de roubo de dados: 1) redes sociais extremamente atraentes; 2) infiltração evasiva de malware difícil de ser detectada; e 3) roubo sofisticado de dados confidenciais. A conclusão consta do mais recente Relatório de Ameaças 2012, da Websense. O Websense Labs analisou mais de 200 mil aplicativos Android e detectou uma quantidade significativa de atividades ou permissões maliciosas. O número de usuários que serão expostos a um aplicativo móvel malicioso está aumentando rapidamente.
O Facebook é o principal agente de mudanças entre a juventude mundial nos últimos anos. Novo estudo do ConsumerLab, laboratório de pesquisas de comportamento da Ericsson, avalia os hábitos de comunicação de jovens entre 15 e 24 anos. No Brasil, em 2007, 38% dos jovens pesquisados de 15 a 24 anos usavam as redes sociais mensalmente e, em 2011, esse número já alcançava 79%. Como resultado, em números gerais, cerca de 7% dos jovens brasileiros pesquisados acessam as redes sociais mais de 10 vezes ao dia e aproximadamente 24% gastam mais de 3 horas por dia checando as mídias sociais. Além disso, 14% acessam o Facebook pelo menos uma vez por dia no país, onde a rede social é mais acessada do que o Twitter e o Skype, perdendo somente para o MSN, que é utilizado por 21,6% dos jovens e para o YouTube com 17, 2% dos acessos.
Há pelo menos dois pontos que distinguem o próximo leilão de bandas de freqüência (nos 2,5 GHz e 450 MHz), previsto para 10 de junho próximo, das outras licitações de espectro já realizadas pela Anatel no Brasil. Desta vez, o governo segue à risca as recomendações da União Internacional de Telecomunicações (UIT) no tocante as divisões das diversas faixas, definindo 140 MHz para FDD* e 50 MHz para o TDD*. Mas, a questão crucial que difere este leilão dos outros já realizados no país é o tempo. Desta vez, há prazos rígidos a serem cumpridos para que haja, de fato, LTE e uma plena experiência para o usuário para os Jogos Mundiais que se realizarão por aqui em 2014 (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíadas). O alerta é de Erasmo Rojas, diretor da associação de operadoras móveis 4G Américas para América Latina e Caribe, que veio ao Rio de Janeiro participar do LTE Latin America 2012, promovido pelo Informa Telecoms & Media.
Desde que aFederal Communications Commission(FCC), agência reguladora de telecom dos EUA, obrigou que as carriers sem fio oferecessem serviços de chamadas de emergência, na virada do milênio, ou seja, entre 1990 e o início dos anos 2000, as coisas evoluíram muito. Hoje as chamadas Regras 911 (número do serviço nacional de emergência dos EUA) englobam uma série de requerimentos adotados em todo o mundo. A TruePosition, empresa global de tecnologia de segurança, com sede na Flórida e uma das principais fornecedoras deste tipo de solução nos EUA, aproveitou a LAAD 2012, feira de segurança que se encerrou hoje no Riocentro (RJ), para demonstrar à inteligência da segurança no país como o celular age a favor da segurança – nacional, militar, civil e do cidadão comum.
O mote, é claro, são os próximos Jogos da FIFA no país (em 2014) e as Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio de Janeiro. A expectativa de aumento significativo da população, com a chegada dos aficionados por esportes a diversas cidades brasileiras, justifica novos investimentos em tecnologia de ponta que torne o celular cada vez mais capaz de realizar uma chamada de emergência. Mas que também permita a detecção de suspeitos, também pelo celular, além de uma série de outras aplicações de maior porte para as forças de segurança civil e militar tornar o país mais seguro durante os Jogos Mundiais – e também depois deles por muitos e muitos anos, como esperamos.
Restrita até agora ao mercado dos EUA, a Google TV 1.0 tem sido considerada um fracasso para o Google e seus parceiros Sony e Logitech. Na tentativa de virar este jogo, foi apresentada durante o CES 2012, que acontece em Las Vegas (EUA) até o próximo dia 13, a versão 2.0. Assim, o Google pretende adquirir novo fôlego e mais chances de equipar outros televisores e obter novos parceiros. Dois fabricantes de eletrônica de consumo - LG e Samsung - já fecharam parcerias para a TV Google 2.0.
Assim, quem percorre os salões do CES de Las Vegas vê o florescimento da nova geração de televisores Google. Além dos coreanos LG e Samsung, assumiram o papel de parceiros outros dois fabricantes de aparelhos - Sony e Vizio. Para equipar sua nova TV 2.0, o Google substituiu os processadores Intel e a arquitetura x86 pelos processadores ARM. A Google TV é composta principalmente de software e repousa sobre o sistema Android e o navegador Chrome. A idéia é que os fabricantes possam instalá-lo em seus televisores, seus leitores ou em suas caixas dedicadas, tudo ligado no aparelho. Este aparelho, por sua vez, deve dispor de uma interface de (Ethernet ou Wi-Fi) ligada ao ponto de acesso à internet do local onde o aparelho de TV está instalado. Assim, o usuário está apto a navegar pela internet a partir da tela de sua TV: consultar sites web, acessar serviços de VOD (vídeo sob demanda), obter vídeos em sites de compartilhamento, pregar um álbum de fotos arquivado online (do Flickr, Picasa etc.) e escutar música. Também é possível a aplicação ‘picture in picture’, para assistir à uma transmissão de TV numa pequena tela, enquanto se consulta a web.
Gary Shapiro, o big boss da CEA (Consumer Electronics Association) - organizadora do CES, Consumer Electronics Show - comentou muito superficialmente a suspensão de uma antiga parceria: da CEA/CES com a Microsoft. Ele tratou a questão mais como o fim de uma tradição que já estava meio velhinha. “No mundo da tecnologia, a única constante é a mudança. E para que o CES e a Microsoft se mantenham sedutores, frescos e inovadores, nós decidimos colocar uma pausa no acordo”, disse Shapiro. A conferência abriu a CES 2012, em Las Vegas, evento que prossegue até o próximo dia 13 de janeiro.
Segundo alguns dos presentes à palestra de Shapiro e de Steve Ballmer, CEO da Microsoft, ela não deve ficar nos anais do evento como das mais criativas. Ballmer não anunciou quase nada de novo. Acompanhado por um animador local, que surge como uma nova estrela em seu métier, o patrão da Microsoft, apoiado por um exército de gente de marketing, se dedicou (muito) longamente ao Windows Phone, depois ao Windows 8, em seguida ao Kinect… Foi realizada a enésima demonstração do Windows Phone 7 Mango, outra do Windows 8… Mas nada que já não fosse conhecido. Tudo isso entrecortado por um improvável coral gospel que cantava tweets publicados durante a conferência, à glória da marca… Surpreendente.
De qualquer forma, alguns anúncios foram feitos. Por exemplo, dois novos fones Windows: Nokia Lumia 900, em LTE e com tela de 4,3 polegadas e um HTC Titan 2, cuja particularidade é ser capaz de capturar fotos de… 16 megapixels!
A maioria dos casos de corrupção em grande escala envolve o uso de entidades jurídicas para ocultar a titularidade e o controle dos lucros provenientes da corrupção. As autoridades deveriam tomar medidas para melhorar a transparência empresarial de modo a reduzir as oportunidades para o delito, segundo estudo divulgado hoje pela Iniciativa pela Recuperação de Ativos Roubados (StAR, na sigla em inglês), associação criada pelo Banco Mundial e o Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (ONUDD). O estudo explica como funcionários públicos corruptos e seus associados ocultam suas conexões com fundos mal versados aproveitando-se de brechas legais e institucionais que permitem que se mantenham no anonimato em empresas, fundações e grandes corporações.
“Precisamos colocar novamente a transparência empresarial nas agendas nacional e internacional”, disse Emile van der Does de Willebois, especialista superior do setor financeiro do Banco Mundial, e que dirigiu a equipe de pesquisa da StAR. “É importante que os governos aperfeiçoem tanto a transparência de suas entidades jurídicas como o cumprimento das leis, acrescentou.O estudo se baseia numa pesquisa que inclui análise de 150 casos de corrupção em grande escala e de um exame das práticas de 40 jurisdições e de seus registros de empresas. O trabalho constou de captação, atualização e acesso à informação da titularidade dos beneficiários das entidades legais. Também se baseia nas experiências de mais de 77 especialistas, em 33 jurisdições.
O informe “The Puppet Masters:How the Corrupt Use Legal Structures to Hide Stolen Assets and What to Do About It” (”Os fantoches: como os corruptos utilizam as estruturas legais para ocultar bens roubados e o que fazer a respeito“) examina como o suborno, a malversação dos bens doEstado e outros atos criminosos se ocultam através de estruturais legais, tais como empresas fantasmas, fundações e corporações, entre outros.
Há três anos atuando no Brasil, através de distribuidoras, a Aruba Networks inaugura esta semana suas instalações no país. Além da sede, situada no Rio de Janeiro, foram abertos dois grandes escritórios em São Paulo e Brasília que já abrigam um ecossistema de 350 profissionais que trabalham direta ou indiretamente para a empresa, cuja sede está instalada em Sunnyvale, Califórnia (EUA).Os grandes investimentos previstos em infraestrutura no país, a própria situação econômica da região latino-americana e a importância que os projetos de mobilidade em TI/telecom adquirem neste cenário - onde se insere também a realização dos dois maiores Jogos Mundiais - são os fatores primários da decisão de tornar o país o ‘hub’ da empresa na América Latina, em substituição à antiga sede regional, que ficava em Miami. Alex Freitas que, por ora, acumula os cargos de gerente geral da Aruba no Brasil e de diretor da companhia para a América Latina, conversou com o e-Thesis sobre o crescimento da demanda por mobilidade corporativa na região.
A conversa foi antes do início da inauguração da sede carioca, da qual participou Julio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro. O recado de Bueno deu o tom do evento, quando o secretário provocou os presentes, todos oriundos das áreas de TI e telecom: “Desde que assumi a pasta peço aos representantes da indústria local de TI/telecom que me apresentem a agenda do setor para os próximos anos e até agora não recebi esta agenda. O setor de TI/Telecom local por enquanto se atém a prestar serviços no âmbito do Rio de Janeiro, quando há espaço para crescer, afinal dos US$ 120 bilhões de investimentos previstos em infraestrutura, US$ 40 bilhões são para o setor”, atentou Bueno.
O crescimento ininterrupto das vendas de dispositivos móveis em todo o mundo e, principalmente, na América Latina é sem dúvida o incentivo principal para que o setor ligado à mobilidade arregace as mangas. De acordo com o IHS Global Insight, a estimativa é que os gastos em TI alcancem no Brasil US$ 111,4 bilhões, ainda este ano, o que se traduz em desenvolvimento dos mercados verticais (estimado em US$ 60 bilhões em 2011). Com 214 milhões de assinantes de telefonia móvel, 76 milhões de usuários de internet e um número estimado de 90 mil lan houses – além das 40 milhões de linhas de telefonia fixa – a mobilidade torna-se uma necessidade, também, nas corporações.
“O fato é que ainda não temos mobilidade corporativa no país. O grande desafio, assim, é fornecer soluções que suportem o acesso pelo grande volume dos dispositivos móveis em uso, hoje, para além das redes cabeadas”, pondera Freitas. Ele reafirma a tendência de crescente mobilidade por parte dos funcionários das empresas que leva os CIOs a repensar o tipo de acesso às redes das companhias. “Hoje o conceito de home-office está em extinção. A produtividade exige que os funcionários se conectem o tempo todo e, à medida que a identificação com o espaço físico onde se processa determinada informação perde sua importância, as empresas devem estar aptas a gerar suas informações pelo celular, o tablet, o laptop e até por uma câmera fotográfica. O fato é que é precisamos estar aparelhados tecnologicamente no momento em que a comunicação e o compartilhamento se fazem necessários. Todos estes acontecimentos geram uma verdadeira tempestade nas empresas”, continua o executivo.
Freitas conta que é comum as novas levas de funcionários das novas gerações. Ao chegarem às empresas, profundamente habituados a se comunicar pelos seus dispositivos móveis, receberem do CIO um cabo azul como a chave de acesso à rede corporativa da companhia… Mas o tal cabo azul não se conecta a nenhum dos novos dispositivos de comunicação móvel… De acordo com Alex Freitas, embora não seja exclusividade do mercado local e todo o mundo engatinhe em termos de mobilidade corporativa, é hora de se planejar e instalar novas redes sem fio, com segurança, eficiência e baixo custo, uma infraestrutura wireless, enfim, que refute todas as lendas criadas pelos CIOs de que infraestrutura sem fio é intrusiva e não confiável.
O pulo do gato da Aruba para competir neste mercado foi criar uma série de soluções de mobilidade a partir do padrão IEEE 802.11, inclusive o padrão mais novo, que recebeu a letra n em sua nomenclatura. Ao se basear num padrão IP aberto, a Aruba pretende garantir ampla interoperabilidade com o mundo de redes já existente e, também, viabilizar conexão de 2.4 GHz a 5 GHz. A arquitetura MOVE criada pela Aruba Networks visa criar um ambiente seguro e eficiente para se habilitar o acesso à rede, independente da localização do usuário. O acesso é habilitado por uma série de fatores como o aparelho do usuário, sua localização e as aplicações que busca. O dispositivo de conexão à rede na arquitetura MOVE, se roubado, não contém qualquer informação importante, o que lhe dá uma vantagem, por exemplo, sobre os roteadores wireless, que abrigam toda a informação relevante do usuário.
Freitas acrescenta que em alguns mercados atendidos pela Aruba - a companhia está presente nas Américas, Europa, Oriente Médio e Região Ásia-Pacífico - o gargalo da disponibilidade de hot spot é desobstruído pela capacidade de os equipamentos trabalharem em conexão 3G e, futuramente, LTE e LTE Advanced. Isto, segundo o executivo, permite o funcionamento da rede wireless com arquitetura MOVE mesmo onde há escassez de hot spot Wi-Fi. Além disso, a Aruba é uma das principais fornecedoras de redes sem fio LAN (local area network) e WAN (wide area network) o que, segundo Freitas, garante expertise na interoperabilidade.
Quanto aos mercados a serem explorados em âmbito local e regional pelos novos escritórios da Aruba no Brasil, Freitas diz que, em princípio, eles se expandem a todo tipo de usuário corporativo em dispersão geográfica. Mas ele lembra também, que a empresa já é forte em duas áreas no mercado local, a de educação (são dez as faculdades que são clientes da empresa no país) e o financeiro. Neste último a solução está em homologação para uso no conceito de correspondentes financeiros (correios, lotéricas, lojas etc.) pelos três principais bancos com atuação no país.
Rio de Janeiro, o motivo
Julio Bueno, secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, descreveu, durante a palestra de abertura do evento de inauguração da nova sede carioca da Aruba Networks, os principais pontos de atração econômica do Estado nos próximos anos. Ele inverteu todos os pontos supostamente negativos em positivos e mesmo o propalado esvaziamento econômico da cidade e do estado do Rio foi apontado como futura vantagem, pois áreas antes pouco utilizadas, como os portos, por exemplo, hoje podem receber uma demanda reprimida e novos negócios.
“O Rio de Janeiro tem vigor. E embora seja o terceiro menor Estado da Federação, atrás apenas de Sergipe e Alagoas, abriga o segundo maior PIB do país, ou US$ 12,3 bilhões (11,3% do PIB nacional que é de US$ 196 bilhões). São Paulo, que abriga maior PIB entre os estados é cinco vezes maior e Minas Gerais, é quase 15 vezes maior que o Rio de Janeiro. Isto significa densidade econômica, grande poder de compra, o que surge como vantagem inegável”, defendeu o secretário. Segundo dados apresentados por ele, a chamada paridade do poder de compra do mercado fluminense é de 12.630, maior que a do próprio Brasil, que é de 10.298, e está bem próximo ao poder de compra de um país inteiro, o Chile.
O secretário reconheceu a fragilidade do estado em termos de desenvolvimento de infraestrutura, mas esta está mais atrelada ao pouco uso da infraestrutura existente do que a sua falta propriamente dita. No estado, há 3 mil km de ferrovias, o que no caso de projetos petroquímicos é um forte diferencial, além dos seis portos, dos quais um, o de Açu, em construção e que tem investimentos previstos da ordem de US$ 9 bilhões. Estes fatores, segundo o secretário, torna a região fluminense comparável a outras que abrigam os grandes portos nacionais, como Paraná, Santos (SP) e Vitória (ES), “com uma diferença, nos portos fluminenses, há disponibilidade”, frisou ele.
Outro ponto desfavorável que se torna uma vantagem é a capacidade ociosa do Aeroporto do Galeão. Por estar subutilizado, o ponto tem capacidade de atrair novos investimentos. Além deste, Bueno citou o aeroporto de Cabo Frio, o primeiro aeroporto privado do Brasil.
Como não poderia deixar de ser, o secretário citou a importância do estado na área petroquímica. O Rio de Janeiro responde por 81% da produção nacional do setor e gera 1,7 milhões de barris/ano dos 2 milhões de barris/ano produzidos no Brasil. Segundo ele, com o pré-sal as perspectivas de crescimento da produção petroquímica local são importantes e tendem a multiplicar para bilhões a produção fluminense.
Após cobrar dos presentes uma agenda da indústria de TI/telecom a ser apreciada pelo governo estadual, Bueno disse que, em sua visão, a cidade do Rio de Janeiro surge como uma espécie de Houston com Barcelona, com prioridade na produção de petróleo, beleza natural e muito charme. “O Rio de Janeiro está no inconsciente coletivo da humanidade”, elogiou ele.