A indústria de satélite não ficou de fora do interesse pelo crescimento da cloud computing. E, entre as várias oportunidades que se abrem para este setor, o vídeo surge como uma das principais aplicações. Uma tecnologia tipicamente de baixo a médio custo no caso de aplicações de broadcast, a transmissão de imagens de alta definição emerge como um bom negócio para as satcom. Não se trata de um mercado sem obstáculos, no entanto: as companhias de satélite são constantemente desafiadas por outras plataformas de vídeo – online, móvel etc. De qualquer forma, no ambiente híbrido sonhado pelos apostadores de cloud, onde os recursos das companhias públicas e privadas se combinam, a capacidade de entregar tráfego pesado coloca os players de satélite em destaque no novo cenário criado pelas aplicações em nuvem.
O leilão de espectro de BWA da Índia foi concluído hoje. Após 117 rounds durante 16 dias, o governo definiu seu ganho em US$ 8,6 bilhões, ou mais de três vezes a expectativa inicial. A Infotel provedora de serviços de internet (ISP) emergiu como o único vencedor de espectro de âmbito nacional, adquirindo sua fatia em todos os círculos leiloados, por US$ 2,7 bilhões. A Aircel comprou espectro em oito círculos. Por enquanto não se sabe que tecnologia a Infotel escolherá para sua rede móvel, se WiMAX ou LTE.
O presidente do WiMAX, Ron Resnick, reconheceu que a tecnologia WiMAX será provavelmente uma tecnologia de minoria, “As maiores operadoras de telefonia móvel em todo o mundo estão apostando em LTE”, disse ele ao IDC News Service. “Então se tem um punhado de grandes operadoras de telefonia móvel que dizem: ‘Caramba, eu posso fazer alguma coisa agora.” Mas, o WiMAX se mantém atraente em alguns países em desenvolvimento como a Índia e a Indonésia, onde as operadoras desejam implantar tecnologia menos dispendiosa para as primeiras redes móveis sem fio em alta velocidade.
A Yota, uma das principais operadoras de WiMAX do mundo, decidiu desenvolver o padrão Long-Term Evolution (LTE), de acordo com a Reuters. A operadora planeja gastar US$ 100 milhões na implantação de redes LTE em cinco cidades da Rússia em 2010, enquanto os investimentos totais são estimados em até US $ 2 bilhões, disse nesta sexta-feira um porta voz da empresa.
CPqD e GSMA produziram o estudo Redes de Telecomunicações Móveis para a Copa de 2014. De fato, um tipo de informação relevante para quem deseja investi ir não apenas na Copa de 2014, que acontece no Brasil, como também dois anos depois, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. O estudo é bem completo e serve como uma espécie de manual. Chama atenção a descrição detalhada de experiências anteriores, o que é bastante usável. Conhecer erros e acertos de quem sediou a Copa do Mundo antes de nós é mesmo fundamental. Empresários de TI e telecom com quem tenho conversado, me confidenciaram que navegar pela experiência já adquirida em termos de tecnologia, segurança de dados, mobilidade, convergência de redes etc. é passo fundamental em suas estratégias. Mas, um item chamou-me a atenção de forma negativa. A brevidade com que o estudo trata do WiMAX. O documento de 66 páginas faz apenas a referência que se segue:
“5) WiMAX - WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é um sistema banda larga sem fio padronizado pelo IEEE e é um concorrente do HSPA e do LTE. Teoricamente, o WiMAX pode atingir taxas de pico de 70 Mbit/s. Na prática, as taxas ficam próximas às do HSPA, variando conforme a banda alocada e as técnicas de modulação implementadas. No Brasil, a Embratel tem atualmente uma rede WiMAX servindo em torno de 300 cidades na faixa de frequência de 3,5 GHz para fornecer serviços de banda larga fixo até 2 Mbit/s [35].”
Com redes em cerca de 70 países, casos bem sucedidos como o da Yota e a propalada boa relação custo-benefício da tecnologia, custa a crer que não se pense ‘maior’ em relação ao WiMAX no país, em se tratando de Copa do Mundo e Olimpíadas. Adotar amplamente o WiMAX nos dois grandes eventos esportivos que acontecem no Brasil pode dar ao país duas chances ímpares de testar a tecnologia como nunca antes e dificilmente depois. Hoje, por exemplo, o ABI Research divulgou levantamento de sua autoria onde registra que no ano que vem haverá 1 bilhão de usuários conectados pelo WiMAX no mundo, em redes 802.16d e 16e. Para 2012, a firma de análise de mercado, prevê que este mesmo bilhão de assinantes se refira, exclusivamente, a redes 802.16e, incrementadas com algumas evoluções já contidas no 16m.
A NCC, órgão regulador de Taiwan, um dos grandes mercados consumidores de redes móveis, já avisou que não será possível licitar espectro para LTE no país, antes do difícil refarming das bandas, hoje em mãos dos militares e dos policiais. A Sprint, por sua vez, apesar da pressão da concorrência interna e externa e dos próprios acionistas, afirma estar “firmemente comprometida com o WiMAX“. Enfim, apesar da pressão generalizada, a LTE começa a estar comercial na Europa no período 2011/2012. No Brasil, a Telefônica se diz preparada para lançar uma rede LTE pouco depois de ela estar comercial nos mercados maduros. Mas, o WiMAX tem a característica de abrigar pequenos players, novos modelos de negócios e tipos de serviços que encontram no mercado a ser criado pela Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 um campo fértil para experimentações e cases.
Creio ser este o momento de os players fortemente comprometidos com o WiMAX no mercado mundial e que têm atuação no mercado brasileiro atuarem de maneira firme, seja no âmbito regulatório ou de mercado, para viabilizar a tecnologia WiMAX, plena e móvel, em 2014. Para tanto, é preciso começar ontem, como se costuma dizer.
A operadora italiana NGI, parte italiana do BT Group, contratou o provedor israelense Alvarion para expandir sua rede existente de WiMAX. O novo equipamento irá fornecer cobertura para cerca de 100.mil quilômetros quadrados, em áreas onde os serviços ADSL não estão disponíveis na Itália. Este movimento renova o cenário do WiMAX, após anúncio do governo da Indonésia de que planeja substituir a rede WiMAX existente por LTE e da Clearwire dos EUA que afirmou que passará a pensarem LTE a partir de 2012.
As principais operadoras podem usar mecanismos de compartilhamento de rede LTE para lançar os players menores fora do mercado ou obrigá-los a operar em condições desvantajosas. A constatação é do consultor de indústria Bengt Nordstrom que dirige a firma sueca Northstream. Segundo ele, na Suécia, a operadora 3 está “marginalizada” pela Tele2 e Telenor que fizeram acordo de compartilhamento da rede, da qual TeliaSonera é a única com escala para operar sozinha.
CPqD e GSMA lançaram, ontem, o estudo Redes de Telecomunicações Móveis para a Copa de 2014. De fato, um tipo de informação relevante para quem deseja investir não apenas na Copa de 2014, que acontece no Brasil, como também dois anos depois, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Chama atenção a descrição detalhada de experiências anteriores, o que é bastante usável. Conhecer erros e acertos de quem sediou a Copa do Mundo antes de nós é mesmo fundamental. Empresários de TI e telecom com quem tenho conversado, me confidenciaram que navegar pela experiência já adquirida em termos de tecnologia, segurança de dados, mobilidade, convergência de redes etc. é passo fundamental em suas estratégias. Mas, um item chamou-me a atenção de forma negativa. A brevidade com que o estudo trata do WiMAX. O documento de 66 páginas faz apenas a referência que se segue:
Até o quarto trimestre de 2011 mais de 1 bilhão de pessoas estarão cobertas por uma rede WiMAX (16d e 16e). Já, a parrtir do quarto trimestre de 2012, mais de 1 bilhão de pessoas serão cobertas pelo WiMAX 16e, apenas. Em 2009. a população abrangia pelas redes WiMAX 802.16e foi de 480 milhões, em 65 países, segundo levantamento do ABI Research. Até agora, os dongles USB tem sido um excelente veículo para o mercado, juntamente com CPEs e laptops. Mas, os telefones móveis serão essenciais para o sucesso do WiMAX. As operadoras Yota, Sprint e Clearwire já começaram a melhorar suas ofertas nesta área, com os dispositivos da HTC e Samsung.
O CEO da Sprint, Dan Hesse, continua a ser sabatinado pela opção da operadora dos EUA pelo WiMAX, como tecnologia de 3,5G e 4G. Numa call conference realizada ontem, ele foi, mais uma vez, questionado sobre esta estratégia. Muitos não compreendem porque a insistência no WiMAX, se seus grandes concorrentes diretos - AT&T e Verizon - e várias grandes carriers móveis européias já se decidiram pela LTE. “É uma pergunta muito legítima”, respondeu Hesse. “Por que escolhemos WiMAX ao invés da LTE? Em suma, queríamos ser os primeiros em 4G, e havia uma tecnologia disponível [WiMAX]. Agora há outra [LTE], que vem”, afirmou ele.